História de Amoneth

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História de Amoneth

Mensagem por Dancain em Qua Abr 19, 2017 2:35 pm

Em tempos muito antigos, nas terras que séculos depois viriam a ser o sul da Europa, existia uma vila de religiosos que cultuavam o Deus do Fogo, R'hollor. Nesse povoado, havia um líder religioso que tinha uma filha, chamada Mhysa, a qual desde criança era conhecida por ter visões proféticas. Dessa forma, Mhysa vivia como uma verdadeira sacerdotisa, mantendo-se fiel ao seu Deus do Fogo. Nessa época, a vila era extremamente próspera, e a população crescia exponencialmente. No entanto, a ganância de seu pai era tremenda, de modo que, sob sua liderança, passaram a conquistar povoados próximos, queimando seus inimigos na fogueira como sacrifícios. Nada ficava para trás.
Cada vez mais temerosos, pessoas fugiam da ira dos seguidores de R'hollor. Certo dia, percebendo que seu fim era iminente, um sacerdote de uma vila vizinha fez um sacrifício de sangue. Degolando seu único filho, clamou aos seres da escuridão que lançassem uma maldição sobre a vila do Deus do Fogo, e que seus habitantes caissem em danação.
Atendendo ao chamado, o demônio conhecido como Berith na época, possuiu o guerreiro mais belo da vila do sacerdote. Dirigindo-se à vila dos seguidores de R'hollor, o demônio encontrou Mhysa sozinha banhando-se num lago. Ao olharem-se, imediatamente Mhysa se sente atraída e enfeitiçada, entregando-se ao demônio.
No dia seguinte, Mhysa acredita que tudo não passou de um sonho, preferindo esquecer o que aconteceu. No entanto, percebe que há meses não tem mais visões, e seu ventre cresce vertiginosamente. Seu pai, escandalizado, trancafia Mhysa até que ela dá a luz à Amoneth, uma menina com olhos de lobo e com uma estranha marca nas costas, que lembrava um tipo de escudo com o que pareciam ser cobras em volta.
Myhsa, apesar das privações de comida e conforto, se sente feliz com sua filha nos braços. No entanto, na vila, já havia o boato de que a sacerdotisa havia sido tocada pelo mal, o qual tinha implantado sua semente. Nos próximos anos, o povoado deixou de prosperar. Os sacrifícios de fogo não mas adiantavam, os guerreiros da vila perdiam suas batalhas. As mulheres não conseguiam engravidar ou sofriam abortos espontâneos, de forma que a população foi reduzida até quase chegar à míngua. E, quando a plantação inteira de um ano foi perdida, a ira dos moradores atingiu seu ápice, e eles culparam Mhysa.
Nessa época, Amoneth ainda era pequena, beirando seus 5 anos. A multidão, que começava a passar fome, certo dia invadiu a casa do pai de Mhysa e a arrastou para fora aos chutes e empurrões. Seu pai, tomado de loucura, gritava que só a purificação pelo fogo poderia salvar a vila. Amoneth, não entendendo nada, corria desesperada pela multidão tentando encontrar sua mamãe. Quando conseguiu passar pelas pessoas que a chutavam, ficou paralisada ao se deparar com a cena: sua mãe ardia em chamas numa fogueira imensa e, apesar disso, ela não gritou nenhuma vez, só olhou para sua filha enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto. O povoado urrava, e não bastando, se viraram contra a pequena Amoneth. A criança foi espancada e apedrejada até ficar inconsciente, e depois jogada na floresta para morrer comida pelos animais.
Em seu sonho de dor, Amoneth chorava e tremia. Mas, magicamente, a partir de certo ponto, começou a se sentir aquecida e reconfortada, caindo em sono pesado. A pequena acordou com os primeiros raios de sol, e tomou um susto ao perceber um animal enorme e peludo colado ao seu corpinho. Rapidamente tentou se afastar, mas a loba a puxou gentilmente para perto. Então Amoneth chorou e chorou. Quando suas lágrimas secaram, ela prometeu a si mesma nunca mais chorar: arrumaria uma forma de crescer e se vingar das pessoas más que tinham machucado sua mãe.
Amoneth acabou encontrando refúgio na matilha de lobos que a acolheu. Dentre eles, também havia um lobo em especial, com o qual a menina fez amizade. Eles eram o que Amoneth tinha mais próximo da noção de família. Com a ajuda dele, ela pode crescer em meio a matilha, mas ao mesmo tempo preservou a capacidade de interagir socialmente, pois o lobo possuia uma inteligência humana.
Certo dia, quando já era consideravelmente crescida, ela dirigiu-se à sua antiga vila, a qual não ficava tão distante assim da floresta na qual vivia. Quando chegou lá, tudo eram cinzas. Deu pra perceber que muitas fogueiras foram feitas, muitos sacrifícios em vão. Investigando o local, notou um homem maltrapilho que vagava por entre as casas, falando consigo mesmo. Quando seus olhares se encontraram, ele partiu pra cima de Amoneth, gritando que ela era o fantasma da danação de sua neta, a semente do mal que levou a vila à ruína. A jovem, assustada, se desvencilhou dele, e antes que pudesse se virar pra correr, um dos lobos da matilha, apelidado de Queridinha, pulou no homem e arrancou pedaços dele. Amoneth assistiu a cena em silêncio. Não verteu nenhuma lágrima, não sentiu remorso, mas apenas alívio. Ela então assoviou para seus amigos lobos e eles foram embora, para nunca mais voltar para aquele lugar.
Com o passar do tempo, Amoneth aprendia como sobreviver na floresta com os lobos, mas também recebia conselhos e ensinamentos preciosos de seu amigo lobo sobre como funciona a vida em sociedade. Entretanto, ela percebeu que ele desaparecia de tempos em tempos, e numa de suas voltas, trouxe consigo um amigo. Amoneth o olhava com curiosidade, mas não se atrevia a falar com ele.
Certo dia, numa noite de muita neblina, avistou o tal amigo na beira de um lago. Incrivelmente, pela primeira vez em muitos anos, sua mente parou. Era uma sensação de tranquilidade imensa. Amoneth sabia que era seu destino ficar com aquele jovem. Seus olhos se cruzaram, e um arrepio percorreu seu corpo. Ela então se entregou a ele, numa profusão de sentimentos e da descoberta do amor. O tempo passava. Eles iam se descobrindo. Ele, que se chamava Richard, ensinava a ela as coisas que sabia, e ela ficava maravilhada. Tudo parecia muito bem, até que o jovem disse que tinha que voltar para sua casa, e, antes de partir, Amoneth fez um bracelete de pérolas de rio e deu de presente para ele.
Passaram-se vários dias, e Amoneth não tinha notícias de seu amado Richard. Nesse meio tempo, seu amigo lobo se revelou como um lobisomem, podendo assumir a forma humana. Perguntando para seu amigo lobisomen, este disse que achava que Richard estava com problemas, mas que ele mesmo ia ajudá-lo. Assegurou que era melhor ela não se intrometer, que tudo daria certo e era pra confiar nele. Então ela esperou por notícias, até que um dia seu amigo disse que era pra se encontrar com eles em tal lugar, que Richard teria de fugir, e se ela quisesse, poderia ir com ele. Amoneth juntou as poucas coisas que tinha num saco, e quando estava quase saindo da floresta, ouviu uivos de seus irmãos lobos. Correu em sua direção, e percebeu que havia um grupo de caçadores humanos que estava atacando sua matilha. Enlouquecida de fúria, ela então se posicionou ao lado dos lobos e atacou os humanos. A luta foi rápida e feroz. Finalmente Amoneth e os lobos mataram o último humano, ao que ela toca seu ombro e sente algo molhado: havia tomado duas flechadas e a ferida estava aberta. Ela então sente sua visão ficando turva e em poucos segundos tudo é escuridão. Acorda somente no outro dia, com sua mãe loba lambendo seu rosto. Seu amigo meio-lobo havia retirado as flechas de seu ombro e colocado um emplastro para tapar a ferida. Amoneth ainda se sentia um pouco tonta, mas gritou desesperada:
- Onde está Richard? Ele já partiu?
Ao que seu amigo responde:
- Sim, ele se viu obrigado a partir, pois sua vida corria sério perigo. Mas seu rosto parecia transfigurado de dor por abandoná-la.
- Eu vou atrás dele, não me interessa. Não vou ficar esperando.
Seu amigo então lhe deu instruções de direção e Amoneth decidiu partir. Bem quando ia se distanciando de sua floresta, notou que um dos lobos da matilha, o segundo maior deles, seguia seu rastro. Ela então o encarou e percebeu que ele o seguiria até os confins do inferno, seu fiel amigo Queridinha. Partiram então em direção à tal África.
Os meses que se sucederam não foram fáceis: Amoneth e Queridinha tinham que caçar para se alimentar, e fora de sua floresta o mundo parecia bem hostil. Apesar disso, conseguiram aos poucos também atacar pequenos grupos de humanos viajantes, e com isso Amoneth conseguia umas roupas melhores e já não parecia tão rústica como quando vivia na matilha.
Certo dia, estavam se alimentando perto de uma clareira, quando Queridinha começa a rosnar. Amoneth se levanta e entra em estado de alerta. De repente, Queridinha cai em torpor, como se estivesse desmaiado. Surge das sombras então uma figura meio humanóide, meio animalesca, que parte na direção de Amoneth. Ela então pega uma lança roubada de um grupo de viajantes e se defende. Sente uma onda de excitação e ferocidade, lutando contra o inimigo com todas as suas forças. Ao final, quando parece que vai perder a luta e morrer, o inimigo para, dá um sorriso de satisfação e enfia seus caninos no pescoço de Amoneth. A sensação é maravilhosa e assustadora ao mesmo tempo. Logo depois, sente que algo mudou sobre seu ser, ao mesmo tempo que percebe Queridinha voltar ao normal. Ele estranha sua companheira, mas ao mesmo tempo não a abandona.
E assim por alguns anos, esse "inimigo" revela ser um vampiro chamado Ashanti, o qual explicou ser de uma origem de gangréis africanos. Um novo mundo se descortinava para Amoneth. Ela aos poucos descobria seus poderes enquanto vampira, e Ashanti a treinava juntamente com Queridinha. Amoneth em poucos anos se revelou uma aprendiz excepcional. Durante seu treinamento, Amoneth era incitada a ficar em fúria facilmente pelo seu mestre. Ela então conseguia mudar de forma, ficava maior e mais forte, obtendo garras e estrutura corporal para um combate físico. A partir disso, a vampira aprendeu a entrar em frenesi quando queria.
Certo dia, quando ela despertava na noite para mais treinamento, percebeu que seu mestre havia a abandonado. Mas como "despedida", ao seu lado havia um tipo de "presente":era um colar formado com o que parecia ser garras afiadas de um animal.
Em uma noite de lua cheia, Amoneth despertava de seu descanso, quando abre os olhos e se vê rodeada de pessoas que ela automaticamente identificou como vampiras. Eram todas do sexo feminino, altas, magras e fortes. E pálidas, muito pálidas. No mesmo instante, seu instinto foi olhar pro lado pra ver se Queridinha estava bem, e ficou tranquila ao perceber que o lobo continuava dormindo pesadamente. Incrivelmente, Amoneth não teve medo, mas curiosidade. Perguntou:
- Quem são vocês? O que querem?
Então a vampira que se encontrava bem a sua frente, em roupas brancas, diferentes, das outras duas que vestiam-se de preto, respondeu:
- Estivemos procurando você por anos e anos. Somos do clã das Lâmias. Explicaremos tudo melhor para que você entenda.
O grupo de vampiras pediu a Amoneth que as acompanhasse até uma clareira próxima. Lá então elas disseram que há muitas décadas, durante um ritual, elas compartilharam a visão de uma criança humana que nasceu com uma distinta marca nas costas. E que essa criança deveria ser gerada por uma verdadeira sacerdotisa e por um demônio. As lâmias então contaram que desde muito tempo esperavam que essa criança atingisse a maturidade, pois era seu destino que fosse vampirizada. Pórém, o destino muitas vezes surpreende, e tal foi o choque quando elas descobriram que Amoneth já havia sido vampirizada. Mesmo assim, decidiram que não deveriam abandonar seus planos, e assim, foram encontrá-la.
No início, Queridinha estranhou muito, mas com o passar do tempo, e percebendo que Amoneth confiava nas suas agora irmãs lâmias, o lobo ficou menos arisco. Amoneth então ficou cada vez mais maravilhada pelos conhecimentos que as lâmias lhe transmitiam. Ela começou então a perceber a vida de forma diferente. Os conceitos éticos e morais dos humanos ficavam cada vez mais de lado. Durante os rituais dos quais participava, que envolviam na maioria das vezes métodos de sofrimento como colocar a mão no fogo ou ser empalada com uma estaca de madeira, Amoneth sentia que mais se aproximava da tal divindade Lilith, a qual as lâmias tanto falavam sobre. Era tanta coisa a aprender, tantos rituais, tantos conhecimentos sobre o oculto que ela sentia como se finalmente sua vida tivesse um propósito: descortinar o véu que separa a vida e a morte.
Com o tempo, aprendeu sobre a disciplina de Auspícios. Porém, ela sabia que, apesar de ser muito gratas às lâmias e de se indentificar sobremaneira com elas, não poderia ficar para sempre em seu convívio, pois o tempo estava passando, e a esperança de reencontrar Richard nunca tinha abandonado seu coração, mesmo depois de todo esse tempo.
Certo fim de noite, procuravam uma caverna para descansarem, e exaustos por lutarem com um grupo de caçadores naquela noite, logo adormeceram. Acordando na noite seguinte, se deu conta que a caverna era muito maior e diferente do que havia percebido. Começou a explorá-la, e com a ajuda de seu novo poder que facilitava sua percepção, descobriu que uma das paredes da caverna não era bem uma parede, mas sim algum tipo de porta. Ao tocar em um pequeno triângulo de metal que sobressaía da parede,, veio uma visão em sua mente de alguém que parecia um vampiro rasgava sua pele e passava seu sangue em forma de triângulo na parede e ela se movia.
Amoneth então fez o mesmo, ao que instantâneamente e parede se mexe, revelando um tipo de câmara secreta. Dentro dela, há um círculo de pedras brancas, no qual as bordas são formadas por triângulos vermelhos. No centro, há um pedestal, e em cima dele um tipo de pirâmide feita de ouro, na qual todos os seus lados possuem figuras e algum tipo de linguagem desconhecida. Amoneth então toca o objeto e tem uma visão, na qual viu o vampiro da visão passada falava com um ser que parecia humano, mas estava com uma capa que lhe encobria o rosto. Este dizia para aquele uma linguagem quase que incompreensível, mas Amoneth conseguiu apenas entender uma palavra: imortalidade. Ela, portanto, acreditando que tal artefato poderia lhe ser útil em algum momento e esperando que encontrasse alguém que viesse a decifrá-lo, o retira do lugar pra levá-lo embora. No mesmo segundo, a caverna começa a tremer e a desabar. Ela e Queridinha saem correndo o mais rápido que podem, enquanto a caverna desaba completamente.
Amoneth e Queridinha seguem seu caminho. Agora eles começam a descobrir pistas mais certeiras sobre Richard, pois aparentemente ele havia começado a ter certa fama enquanto integrante de um exército, coisa assim. Iam cada vez mais ao sul do continente, e o território ficava cada vez mais perigoso. Agora não havia apenas pequenos grupos de viajantes, mas exércitos inteiros que matavam e destruiam tudo que viam pela frente. Uma noite, foram emboscados por um batalhão de um desses exércitos, e ambos sairam machucados, mas Queridinha estava mortalmente ferido. Desesperada, Amoneth fugiu com o lobo, e retornou ao território das lâmias em busca de ajuda. Porém, elas disseram que o lobo havia sido atingido por uma flecha envenenada e que demoraria, mas Queridinha iria morrer em alguns meses.
Quase em pânico, Amoneth lembrou-se do artefato e mostrou às vampiras. Elas imediatamente observaram chocadas, pois não acreditavam que esse ritual realmente existia: uma forma de alcançar a imortalidade. Elas então contaram a Amoneth que era um ritual muito complexo, e que dependendo poderia demorar meses, mas ela não se importou, tudo valia a pena para salvar a vida de seu melhor amigo e fiel companheiro. O tal ritual da imortalidade envolvia encontrar um ser conhecido como "sereia" e consumi-la inteira, depois de banhá-la em sangue de um homem e uma mulher virgens, e fazê-la engolir um punhado de folhas de Moringa - conhecida como a árvore da vida. O ritual também deveria ocorrer durante uma noite de lua cheia e deveria se completar ao nascer do sol, o qual teria um tom avermelhado, indício de que o ritual teria dado certo. Após isso, o lobo deveria ser banhado em bálsamo com ervas por 3 noites seguidas, após as quais ele acordaria como imortal.
As lâmias então deram indicação de onde havia boatos de localização de sereia, o ingrediente mais difícil de ser encontrado. Era um local bem ao Sul da África, conhecido por sua costa litorânea, na qual havia boatos de lindas mulheres cantoras que faziam homens desaparecer. Amoneth então se dirigiu pra lá imediatamente.
Demoraram várias semanas, mas finalmente ela conseguiu capturar uma sereia. Retornou então o mais rápido possível para o covil das lâmias. Elas já haviam preparado o resto do ritual, restando apenas esperar pela outra semana, quando fosse lua cheia. Fizeram tudo conforme a sequencia apontada pelos desenhos do artefato, assim como também proferiram frases em língua antiga. Após o terceiro dia, Queridinha acordou de seu sono profundo e Amoneth se sentia feliz de novo: o ritual tinha dado certo.
Ela resolveu então ficar mais um tempo com as lâmias, pois sua curiosidade sobre rituais de necromancia foi atiçada depois do que ocorreu. Nesse período também passou a abandonar de vez conceitos de humanidade, passando a seguir o caminho de Lilith, o qual ensinava precipuamente que matar um indivíduo era um verdadeiro desperdício, pois negava-se o conhecimento sobre limites entre a vida e a morte. As lamias ensinaram a Amoneth como controlar melhor seu frenesi, assim como direcionar seu instinto.
Chega a hora de abandonar o convívio com as lâmias, mas antes de ir ao encontro de seu amado, sente que deveria se aproximar de sua criação. Dessa forma, se concentrou e usou de seus poderes de percepção para rastrear sua localização. Em alguns meses, conseguiu achá-lo: pelo que pôde perceber deu tudo certo. Sua criação havia se dado bem na pós-vida, prosperando em riquezas e poder.
Aproximou-se dele cautelosamente e se apresentou. Amoneth não disse muitas coisas, achou que ainda não era o momento de se revelar como sua criadora. Então, inicialmente, decidiu que era melhor tentar conversar sobre interesses em comum, de modo que aos poucos fosse ganhando sua confiança. Passou um tempo e, agora consideravelmente amigos, Amoneth diz para sua cria que terá de partir, pois tem uma pessoa esperando por ela. Conta a ele o local para onde vai, e que, num futuro próximo, se quiser se reunir com ela novamente, que procure notícias dela nesse local. Ainda, pede para que realmente ele vá encontrá-la daqui a uns anos, e quem sabe eles possam conversar e aprender mais um com o outro. E vai embora.
Finalmente, Amoneth decide ir novamente com Queridinha em busca de Richard. Em uma cidade da África ela consegue pistas concretas com pessoas que conheceram Richard, e usando seus poderes de Auspícios, consegue descobrir para onde ele foi exatamente. Demorou ainda algum bom tempo quando ela chegou à localização indicada.
Qual foi a surpresa de Amoneth quando descobre que seu amado foi também vampirizado. Os dois se olham e se redescobrem. Ele ainda utiliza o bracelete que contas que ela lhe deu há muito tempo atrás. Porém, agora, apesar do seu amor ser mais sexo e sangue, a sensação que ele lhe dá de estar em paz nunca mudou. Ela então explica pra ele tudo que aconteceu, desde quando não pode encontrá-lo no lugar para fugirem, passando pela fase em que ela teve de sobreviver na África com seu fiel companheiro Queridinha, do tanto de perigo que passou. Também falou do momento em que foi vampirizada e como na época ainda era selvagem, que perseguia e derrotava grupos de caçadores que matavam animais cruelmente sem motivo algum. Por fim, tentou explicar sua nova forma de ver o mundo, seu encontro com as lâmias e sua fé no caminho de Lilith. Disse para Richard que nunca o esquecera, e que era uma dádiva que ambos fossem vampiros para poderem se amar por muitos séculos sem o perigo de morrer e se deteriorar como humanos.
Richard, agora conhecido como Dood Finale, também contou sobre o que ocorreu na vida vida nesse tempo todo. Amoneth percebia o quanto ele tinha amadurecido, o quanto a dor e a coragem tinham modificado seu ser, mas que ela ainda o amava, talvez agora mais do que nunca. Os dois então decidiram viver juntos no antigo palácio Espartano. Amoneth explicou a Dood que em muitos momentos ela precisava ficar sozinha em um aposento do palácio para praticar e reforçar sua fé por Lilith. Dood respeitou sua independência e sua nova forma de vida, e os dois viviam tranquilamente. Nessa época, Amoneth passou a observar o vilarejo por perto, pois percebeu que precisaria de uma fiel companheira humana, pois por mais que Queridinha estivesse sempre consigo, era necessário realizar tarefas que um lobo não poderia completar. Assim sendo, decidiu que escolheria uma moça no vilarejo que se mostrasse de forte personalidade e inteligência, assim como boa estatura física. Passaram meses e meses, quando, certa noite, ao observar um grupo de moças que lavava roupas no rio, percebeu que dois homens se aproximavam. Eles obviamente tinham más intenções, e, as outras moças assustadas, saíram correndo. Os homens correram atrás, porém, uma delas se manteve entre os homens e as outras moças, bloqueando o caminho. No mesmo instante, um dos homens ri e desfere um soco na cara da jovem. Ela, ao contrário do que se esperava, levanta a cabeça, dá um sorriso, retira rapidamente uma faca de dentro das roupas, e desfere golpes mortais no homem. O outro, horrorizado com o cena, foge. Nesse momento, Amoneth aparece para a moça dentre as sombras.
- Jovem, como você se chama?
A moça, sem titubear, responde que se chama Pandora. Amoneth percebe que não há medo nos olhos da jovem. E nesse momento decide: é ela que será sua lacaia. Surpreendentemente, as duas se dão muito bem. Amoneth descobre que a vida de Pandora sempre foi de dor e sofrimento, e desde pequena, assistia seu pai bater violentamente em sua mãe, até que um dia esperou seu pai dormir, e o esfaqueou até a morte. Sua mãe, em choque, ajudou a enterrar o corpo, mas as duas tiveram que fugir, e após vários anos, vieram parar naquele vilarejo.
Pandora então passou a viver no castelo junto com Amoneth. Nessa época sua mãe já havia morrido, e a vampira era tudo que ela tinha no mundo. A jovem era tão fiel a Amoneth que jamais questionava seus pedidos para buscar cadáveres no cemitério, nem mesmo piscava quando precisava torturar ou decepar alguém, se essa fosse a vontade de sua mestra. Outra qualidade extremamente importante de Pandora era que ela jamais ficava doente. Portanto Amoneth, que desde que virou irmã das lâmias tinha uma mordida a qual transmitia a peste negra, podia alimentar-se dela, de seu fiel Queridinha e de seu marido Dood.
Amoneth percebeu que seu amado tinha uma biblioteca suntuosa, a qual era considerada notável por abordar o oculto. Ela então passava horas e horas estudando novos métodos, novos rituais. Aprendeu como aperfeiçoar seus rituais de necromancia, como contatar o submundo. Com isso, passou a ser conhecida na área por outros vampiros gangréis, os quais passaram a respeitá-la, pois não bastasse sua força física e habilidades notáveis em combate, ela ainda era uma estudiosa do oculto, e se empenhava em pôr em prática tudo que aprendia.
Tempos depois, Dood, após muito estudar e ponderar, propõe a Amoneth que eles partam em busca de novos conhecimentos e que ele teria descoberto uma forma de libertar a maldição de sua cidade natal. Eles então partem para essa nova cidade, localizada mais ao Oriente. Lá encontram uma sociedade vampírica bem evoluída para a época, onde havia muitos vampiros poderosos e influentes.
Amoneth e Dood, com o tempo, foram conquistando a confiança dos demais vampiros. Para ela, porém, a questão de poder político nunca foi uma finalidade, de forma que seu reconhecimento dentre os demais vampiros deu-se naturalmente em virtude de sua capacidade de estar sempre descobrindo coisas novas e fazendo experimentos. Ela também possuia uma capacidade maior de controlar seu frenesi, aprendida com as lâmias, característica essa que se destacava dentre os demais gangréis. Sua habilidade em contatar o Underwolrd também lhe rendia certa fama, mesmo que ela não ligasse ou se importasse com isso. Como consequencia, Amoneth e Dood conseguiram obter o domínio de um castelo, e lá poderia novamente ter maior liberdade de praticar suas habilidades de necromancia. Em todo esse tempo, viveram consideravelmente bem, e Amoneth se sentia satisfeita, pois tinha ao seu lado Dood, Queridinha e Pandora. Além disso, de tanto praticar, passou a ganhar a confiança de um grupo de cães de caça, os quais se tornaram também valiosos lacaios.
Nesse período, Dood contou a Amoneth sobre um problema que havia entre um príncipe da cidade, Tzimisce vingativo e poderoso, o qual mantinha em seu poder um True Brujah. Ela então disse a ele que se estivesse em perigo podia contar com sua ajuda, mas que esses jogos de poder não a interessavam. Dood conseguiu realizar a tarefa, e Amoneth se sentiu satisfeita, pois com a ascensão política de seu marido, ela teria mais liberdade de realizar seus experimentos sem ter o perigo de ser questionada por indivíduos impertinentes.
Ainda, nessa época, Amoneth começa a relembrar de seu amigo meio-lobo que tanto lhe ajudou quando mais precisava. Ela comentou a lembrança com Dood, e este disse que em breve teria de fazer uma viagem à Europa para encontrar seu amigo lobisomem. Desse jeito, Dood poderia contar para seu amigo que Amoneth tinha sido vampirizada, e assim amenizaria o choque quando a encontrasse novamente. Dood então partiu, e algum bom tempo depois, retorna com seu amigo lobo, que para sua surpresa também havia sido vampirizado. Eles então se estranham de início, mas aos poucos as lembranças passam a florescer e eles matam a saudade por todo esse tempo separados: o lobisomem vampirizado era o que Amoneth tinha como mais próximo de família na sua época como humana.
Porém, Dood ainda tinha algo muito importante a realizar: um ritual antigo e muito difícil descrito em um tipo de tabuleta que ele possuía. Amoneth, obviamente, jamais ia deixar passar essa oportunidade de conhecimento. Os dois e seus lacaios então partem para essa nova aventura. Amoneth pratica suas habilidades de combate, mas sempre evita terminar com a vida do oponente, pois nega-se assim toda a possibilidade de descobrir novas coisas. Nesse período, seu marido a ensinou como movimentar-se com mais rapidez, algo que ela passou a praticar diariamente. A vampira pôde então ter contato com vários povos, descobriu e resgatou manuscritos, rituais e crenças dos povos antigos. Também praticou experimentos de tribos canibais que diziam absorver a força e a alma de guerreiros poderosos. Amoneth era uma entusiasta incansável. Ela também entendia que, uma vez que a dor e o sofrimento fossem apenas provações para obtenção de conhecimento, volta e meia pedia para que seu amado praticasse Vissicitude nela, em que ele a empalava com ossos, causando dores imensuráveis. Ela também pedia a Pandora que fizesse brasas no chão, sobre as quais caminhava enquanto clamava a Lilith que a abençoasse com seus conhecimentos.
Finalmente, quando Dood comunica a Amoneth que todos os itens necessários ao ritual foram coletados, era hora de realizar o tal ritual que libertaria a cidade natal de seu amado. Ela então, entendendo que era algo que só Dood poderia fazer, aguarda pelos próximos acontecimentos. Quando ele retorna com seu lacaio Indiana, eles dizem que tudo deu certo, e que agora seu destino havia sido concretizado.
Todos então agora vivem na cidade do True Brujah, no castelo, onde Amoneth tem paz e segurança para realizar seus experimentos.

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