História de Israfil

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História de Israfil

Mensagem por adolfinhu em Ter Abr 18, 2017 5:57 pm

Nasci em Cartago 538 AC - 1188 AM. Sou o mais velho de dois irmãos. Apesar disso sempre fomos bem diferentes. Começou no nascimento, nasci quando havia sol, ele quando havia lua. Meu irmão um comerciante nato, sabia passar as pessoas para trás, eu apesar de sempre conseguir convencer os outros, nunca conseguia realmente ser desonesto, havia algo que fazia com que eu não conseguisse. Nascemos com uma deformação nos olhos, nossos olhos são como os de felinos, ainda bem que a igreja católica não existia, pois se não teríamos sido eliminados pelos olhos Mefistofélicos. Nos tinham uma única diferença, eu era destro e meu irmão canhoto.

Fui muito bem educado, sou inteligente, sempre aprendi as coisas com muita facilidade, a minha curiosidade sempre fez com que os tutores ficassem espantados. Sempre que achava algum assunto que me interessava, ficava lendo por horas, sem notar o que acontecia em volta.
Apesar de preferir ir em busca de conhecimento, não podia fugir dos negócios da família, aprendi a arte da forja, nunca fui tão bom quanto meu irmão, mas aprendi a me virar.
Quando meu irmão entrou para o exército e vi o orgulho nos olhos dos nossos pais, admito, senti ciúme. Entrei para o exército, mas fracassei. Não que eu não tivesse habilidade o suficiente, eu tinha, e era bom! Ágil, aprendi rápido como lutar com diferentes lâminas, andar a cavalo, e a cuidar deles também. Mas, era muito bonzinho, me disseram que faltava algo, faltava a maldade que todo soldado desperta, não conseguia ser assim.
Voltei para casa, envergonhado, fui tocar os negócios da família com o meu pai. Até que não tivemos mais notícias do meu irmão, pensávamos que ele havia morrido, não sabíamos como estávamos certos. Fiquei imerso em tristeza por um bom tempo, mas eu sabia, ele não morreu.
Recebemos uma grande encomenda, tão grande que meu pai me mandou junto. Vendo a oportunidade de conhecer o mundo, aceitei.
Que Allah seja louvado, minha vida mudou completamente.
Fomos atacados, lutamos bem, nos defendemos, matamos alguns desses infiéis, perdemos a carga mas alguns sobreviventes. Estavamos em uma terra estranha, não tinhamos interprete. Em pouco tempo aprendi a língua, pelo menos o suficiente para me comunicar.
Até que, uma noite, quando restava apenas eu e um companheiro vivo nessa terra distante, um homem, juntou-se a nós, pelo que falava ele vinha nos seguindo por um bom tempo, ele havia nos avaliado, seu nome: Zao-Lin, filho de Zao-Zei, filho de Zao-lat. Nesse momento estes nomes não significaram nada para mim.
Fiquei furioso, ele viu sermos roubados, viu o nosso sofrimento,e apenas agora nos ofereceu ajuda. Aceitamos.
Acordamos apenas na outra noite haviamos sido transformados, por um momento pensei que havia virado um monstro. Mas durante a prece ao despertar, sinto uma luz, o que aconteceu não é uma maldição, nem uma benção, é apenas mais uma linha nos planos do Criador Ele tem um objetivo para tudo isso, só precisava encontrar.
Zao-Lin ensinou tudo que podia, tínhamos que tomar sangue, ele tomava de pessoas e animais, nunca consegui tomar sangue de animais, mesmo sendo criaturas de deus, ainda são impuros. Hoje mesmo que eu quisesse eles não me nutrem, a idade impede.
Aprendi a me esconder, ficar invisível na multidão ser apenas mais um. Aprendi a ser mais forte, mais resistente.
Conheci muitos nos 6 anos que fiquei com Zao-Lin, fui passando de mão em mão, sendo moldado e sempre que podia absorvia o máximo do conhecimento que me passavam.
Conheci alguns que virariam lendas, troquei golpes com Samiel, estudei com Mokur. Até que uma noite entendo a minha razão de ser ao me deparar com a palavra Gehenna em um dos livros.
Estava longe a muito tempo, haviam se passado 9 anos quando regressei. Meus pais haviam morrido, me isolo em uma mesquita, fiquei 5 noites buscando a paz e a sabedoria para continuar adiante, quando o xeque me viu, chorou. O choro foi de felicidade, ele disse que recebera uma visão de Allah em um sonho, que nesta noite ele falaria com um ser abençoado.
Até que chegou o dia que meu irmão voltou, desde que fui vampirizado a nossa ligação ficou mais forte, é como se eu pudesse sentir o sofrimento que ele sente, foi um encontro breve. Eu o senti se aproximando, fui ao seu encontro, tento convence-lo a ficar, mas ele diz que não pode, não consegue. Foi um encontro breve, mas me fez chorar sangue de alegria. O meu pressentimento era verdade, e o nosso laço realmente indestrutível, obrigado Allah, por essa benção.
Mesmo sem o talento do meu pai, os negócios iam bem, consegui um bom administrador, contratei muitos jovens artesãos para trabalharem, estava ganhando muito dinheiro, faço doaçoes para a mesquita do Xeque, assim podemos ajudar aqueles que precisam.
Quando retornei, trouxe comigo uma carta de Zao-Lin para Qawiyya el-Ghaduba, uma Bayat Mushakis, passo um tempo com ela, nesta carta foi pedido que ela ajudasse no meu treinamento, treino com os brujahs por um tempo, ajudo-os da melhor maneira que posso, salvei a vida de alguns curando-os sempre que necessário, ensinei alguns a serem mais furtivos, me ensinaram a bater mais forte.
Começou a guerra, não faço parte do exercito, mas fui chamado a colaborar, não ia lutar contra os irmãos de fé, ajudo como posso principalmente organizando defesas, até o dia que encontro novamente meu irmão. Mas dessa vez ele havia mudado, tentou me matar, não consigo nem me defender, não posso levantar a mão contra ele, reajo com palavras, não com palavras de ordem, mas com palavras do livro sagrado, estava tentando chama-lo para a razão novamente, eu sei que ele não estava normal. Até o momento que ele volta a si, ele me vê ferido, mas eu estava sorrindo e o sangue saia dos meus olhos, estava chorando sorrindo de felicidade. Havia ganhado meu irmão de volta. Ele se vai, com a promessa de que voltaria.
Após esse dia a fé virou meu guia e minha lei. Ao despertar, minhas mãos estavam feridas, tento cura-las, não consigo. Apesar disso as feridas não me impedem de utilizar as mão normalmente.
Fico sabendo através de ------- (meu lacaio q ainda não tem nome) que essas feridas são uma forma de manifestação divina, uma forma que Allah encontrou para que eu alivie o sofrimento do mundo, colocando sobre mim uma parte da dor de terceiros. Aceito esse fardo, com uma felicidade imensa.
A partir desse dia, noto que as pessoas crentes frequentadoras da mesquita do ----------(lacaio), começam a me olhar de outra forma, como se gostassem de mim. Acredito que elas eram capazes de sentir que eu havia recebido a benção. Ficou muito mais fácil me alimentar, eles (praticamente se oferecem), passam a ser o meu rebanho.
Sabendo o que aconteceu com o Alamut, e sentindo que meu irmão está em risco, vou procura-lo, o encontro na floresta, ofereço ajuda e abrigo, ele nega, não quer levar a sua luta para a cidade. Conheço Azif, progênie do meu irmão.
Peço permissão para as guardiãs da floresta sua Lider ValKirja me autoriza a visitar meu irmão, voltamos a conviver.
Algum tempo depois, sinto que meu irmão esta mudando, mando um dos meus lacaio ir olha-lo por mim, é um corvo com três olhos.
Conheci Lian -Thundriel,ao avista-lo sei que ele é uma peça importante, ficamos "amigos", temos muito o que aprender um com o outro.
Apoiei --------------(char do prado) ao pincipado quando o principe tzimisce caiu, me tornei um dos membros do circulo da cidade.

adolfinhu

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